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A gente percebe...
segunda-feira, 30 de março de 2009


...que os filhos crescem, quando cheios de didáticas, os levamos para tomar vacina e eles nem choram...




Olhar Arquitetônico
segunda-feira, 23 de março de 2009


Depois de quase 5 anos reformando e decorando o meu apartamento (coitado do vizinho debaixo...rsrsrsrs) e agora, "tomando conta" da reforma do apê que minha mãe e meus irmãos vão morar depois da morte do meu pai, não consigo não lançar olhares críticos pelos lugares e casas que frequento.
Sábado, estávamos na casa de um colega de escola da Giovana, comemorando o aniversário do menino. A casa foi recém-comprada, gigante, mas mal cuidada, velha, cheia de coisas por fazer.
As crianças brincando e eu sentada, reparando do piso ao teto o que poderia ser feito para melhorar os ambientes, tracei tantos planos e idéias.
Fui para casa e ainda continuei com essas minhas ruminações.
Em algumas horas eu estava com o projeto todo pronto!
Credo, vê se pode!!!




2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009


Depois de uma grande tempestade, um furacão, uma reviravolta estou de volta.
Para os mais chegados, a notícia já é sabida. Para os desconhecidos, informo-lhes que infelizmente meu pai não sobreviveu. Ele se foi dia 05/10/2008, 22 dias depois de termos descoberto a doença.
Uma dor sem tamanho, sem palavras e até hoje sentida por mim. Éramos amigos e tínhamos uma afinade tremenda; confesso para vocês que ele era a pessoa que eu mais amava. Em 30 anos foi a minha primeira grande perda. Não conheci nenhum de meus avós, e quando perdi um irmão, eu tinha apenas 5 anos, não me recordo de ter sofrido, tenho lembranças meio nebulosas dessa fase.
Tenho dias de "altos e baixos", confesso que são mais "baixos" que "altos", mas aos poucos estou me refazendo. Terapia, força, coragem, filosofia, amigos e parentes são os meus remédios.
Não se preocupem, apesar de tudo, eu ando bem!
E pronta para voltar!




Espere pelo inesperado
segunda-feira, 22 de setembro de 2008


Nunca estamos preparados para más notícias até recebê-las. Num primeiro instante o choque, no segundo um pensamento pedindo para ser um sonho, no terceiro um toc-toc na cabeça dizendo: “sim, isso é real”.
A gente nunca sabe a força interior que tem até necessitar dela.
Há 10 dias, descobrimos que meu pai tem câncer. Um pequeno assassino de 4 cm, instalado em seu assoalho da boca e que dia a dia vem tirando o sossego de nossa família.
Nesses 10 dias já senti todas as emoções e vivi dias de completo desespero, aflição, medo, agonia, pena e empatia. Vontade imensa de estar no lugar dele, de sentir a dor por ele, de querer resolver isso para ele. Mais uma vez me lembro do quanto sou impotente... essa minha eterna mania de perfeição, de ser pragmática e resolver tudo nessa hora não passam de simples devaneios.
Chorei muito também - praticamente 3 dias. Chorei até quase me perder nas minhas próprias lágrimas e vi que elas também não resolveriam este problema.
Meu pai não é imortal, tão humano quanto essa doença, mas jamais pensei enfrentar uma barra tão pesada. Vê-lo acuado, com os olhos suplicando socorro me deixa com o coração aos caquinhos.
Sim, estou sofrendo. E muito.
A cirurgia, de 10 horas com reconstrução facial, será na sexta, dia 26. Por enquanto estamos correndo com a papelada de liberação dos procedimentos, exames pré-operatórios, consultas e fisioterapia.
Tê-lo vivo, hoje, é o meu maior desejo.
Minha vida deu uma guinada tremenda e hoje sou alguém melhor do que há 10 dias. Não há como ser a mesma diante das opções: vida x morte.
Reavaliei e vi que recebi um convite para que eu mude algo em minha caminhada. Essa dor, minha grande professora, me fez refletir e questionar os meus valores, as minhas capacidades e a minha paciência.
Lá do fundo do peito, tiro o meu mais belo sorriso, o meu olhar mais terno e o meu abraço mais acolhedor, e ofereço a quem sempre só me quis bem, meu paizinho.
Força não sei de onde tiro, mas os amigos...ah sim, nessa hora eu conheço os verdadeiros, são a minha grande ponte. Palavras, afeto, ombro para chorar, disponibilidade e (muito) carinho são os combustíveis que recebo deles.
Tudo isso somado aos olhinhos tão cheios de vida das minhas filhas, me fazem crer que a vida sim, é linda e vale a pena continuar apesar de TUDO.


Por Gisele às 17:22|


De geração em geração
segunda-feira, 25 de agosto de 2008


Só fui mesmo me dar conta do quanto os alérgicos sofrem depois que a minha Mariana nasceu.
Eu não sabia nada sobre alergias respiratórias. Nunca tive nada de rinite, bronquite, coriza e pruridos nasais. Lá na minha família de origem, quem sofre disso é o meu irmão do meio. Tenho recordação de minha mãe passando madrugadas com ele no banheiro, aspirando o vapor do chuveiro, por causa das crises alérgicas.
Como não podemos fugir da genética, a minha pequena nasceu com toda essa sensibilidade. E juro, não imaginava o inferno que é a vida do alérgico.
Tudo começou aos 9 meses, como um resfriado. Os sintomas duraram 3 meses e eu já estava ficando desesperada. O pediatra mandou procurar um especialista. Eu vetei na hora e fui atrás do melhor homeopata de Curitiba. Várias pessoas já me disseram que alergias tinham bons resultados com a homeopatia. Sem muito acreditar, comecei o tratamento e com 4 dias o pinga-pinga do nariz parou.
Quando as crises se agravam, não deixo de usar remédios alopáticos (que o homeopata não me escute).
Confio na homeopatia, mas a vejo apenas como uma ajuda a longo prazo. Nas crises agudas, o meu coração de mãe não agüenta vê-la respirando com a boca, roncando, feridinhas no nariz de tanto assoar...parto mesmo para o corticóide nasal e o antialérgico. Mas confesso, na semana passada ela teve uma puta crise, de tossir 2 dias e 2 noites sem parar, tudo por causa do cheiro de tinta em meu apto. O remédio homeopático tinha acabado, entrei em contato com o médico, e após 2 horas usando as gotinhas, a menina melhorou 70%.
Com o pediatra tentamos abolir o SINGULAIR, mas depois de 1 mês de abstinência, ele acha melhor retornar a usar esse medicamento.
De resquícios, a minha pequena ganhou uma voz anasalada e um pálato profundo por causa da respiração bucal. Não tem adenóides, mas um grande trauma do paninho de limpar nariz e a inalação ela chega a fazer sozinha.
Com fé, sigo em frente, acreditando que um dia ela vai melhorar e muito dessa rinite.
E o que estiver a meu alcance, farei para proporcionar uma melhor qualidade de vida à minha filha.




Experiência de Quase Morte
segunda-feira, 18 de agosto de 2008


Certas coisas acontecem conosco e depois ficamos perguntando se é o tal do destino, se são provações ou simplesmente, obra da mão divina.
Meu irmão nº2 quase partiu dessa para pior (ou melhor!)...rsrsrsrs.
Na noite de sábado para domingo, ele precisava entregar um negócio para o amigo que mora na Avenida 7 de Setembro. Duas voltas na quadra e não achou lugar para estacionar. Então resolveu parar na rua debaixo, na Visconde de Guarapuava, e ir a pé até a casa do amigo em questão.
Ao chegar perto da esquina, eis que acontece um puta acidente.
Um Civic bate no carro da frente, rodopia na pista; a motorista se assusta e pisa no acelerador ao invés do freio.
Literalmente, o carro sai "voando" para cima do meu irmão, que se esquiva e vê o automóvel se partir no muro ao lado dele. A pancada foi forte que até o air bag do carro foi acionado. Nisso, o meu irmão ficou imóvel, parado, quase em estado de choque, tamanho foi susto. Segundo ele, sentiu até o vento da batida perto do rosto.
Hoje, poderíamos estar no enterro dele.
Ui!




A passos de tartaruga...
quarta-feira, 13 de agosto de 2008


O marceneiro marca contigo e não aparece porque "está chovendo".

O seu sofá dos sonhos para a sua sala de home theater, chega, após 50 dias de feito o pedido e não conseguem subir com o dito cujo. Não entra no elevador e não faz a curva para subir as escadas. Volta para a loja para desmontarem o sofá.

O pintor, ao meio dia, tira de sua mala, uma marmita e sem pedir licença põe a quentinha para esquentar no seu micro.

O eletricista após cobrar uma facada para instalar meia dúzia de luminárias, entra e polui o banheiro de empregada. Parece que come papo de urubu.

Gente é só na minha casa ou reforma é mesmo um sacoooooooooooooooooooo?